« Não quero troféus na minha lápide »: a confissão comovente de Djokovic
Tudo começa com uma pergunta que poucos atletas ousam enfrentar:
« Quando te reformares… Como gostarias que te recordassem? »
Piers Morgan, famoso jornalista britânico, talvez pensasse obter uma resposta relacionada com títulos, recordes, mas não.
O antigo número 1 mundial conta que perdeu há pouco mais de um mês Nikola Pilić, o seu « pai do ténis ».
E no seu funeral, esperava ouvir falar de glória, de palmarés, de vitórias. Mas cada interveniente mencionava apenas a forma como ele fazia bem à sua volta, como tocava os corações, como via os outros.
Foi aí, diz Djokovic, que ele compreendeu o que realmente fica.
« Não quero troféus na minha lápide »
Então, ele responde a Piers Morgan numa entrevista transmitida no YouTube e declara o seguinte:
« Estou incrivelmente orgulhoso dos 24 Grand Slams, dos recordes, de tudo pelo que lutei.
Mas quando eu já não estiver aqui, não quero troféus na minha lápide. Quero que ela diga: Aqui jaz Novak Djokovic, o homem que tocava o coração das pessoas. »
Esta declaração ilustra um campeão que, após décadas passadas a perseguir a grandeza, parece descobrir ou aceitar o que realmente importa.